NOVELA – Aprendendo a confiar em Deus – Capitulo 6: A volta pra casa da mamãe

Bem, eu pensei em gravar na webcam esta postagem, pois achei que seria menos maçante, mas dá um trabalhão gravar. Pretendo fazer uma gravação ainda, mas acho que deixarei pra depois, quem sabe para o fechamento da novela.

Terminei o último capitulo falando da minha ida ao aeroporto de Navegantes. Mas como pobre é difícil ter a sorte de andar no transporte de rico, comigo não foi diferente. Voltei pro hospital em Brusque. A razão foi que a inteligente da moça da Gol, após duas horas de conversa ao telefone com a assessora da Dra. Célia Leão, que explicou a minha situação e tudo ficou combinado para a minha remoção, não fez conforme o combinado e depois alegou que eu não poderia viajar, pois o espaço entre as poltronas (do executivo) é menor do que o de um ônibus convencional. Mas a passagem comprada era de 1ª classe. Não sei o que ela imaginou, mas beleza. Eu voltei conformadíssima, pois prometi que confiaria em Deus.

Contudo, entretanto, todavia, não voltei para o quarto em que eu estava, para o meu total desespero, pois agora eu estaria sozinha. Tinham duas senhoras no quarto 10, agora que ficava bem de frente para a festa da Azambuja, a santa da cidade. Muita gente, música, missa, comida, enfim, a festança. E eu internada, o que pra mim foi uma tortura.

Mas o meu desespero mesmo começou às 19h, com a troca de plantão das enfermeiras. Meu, eram as tias chatas, que deram calmante pra eu apagar no último plantão, mas não conseguiram, não. Eu já estava com uma ferida aberta no bumbum, o que me incomodava muito ficar na mesma posição e agora seria terrível sem meus “guinchos”. Elas foram me visitar no quarto e chorei muito, pois eu estava me sentindo muito sozinha. Meu mp4 não ligava, eu só tinha a lição, a Bíblia e um livro em inglês pra ler. O Jairo conseguiu algumas folhas e caneta, pra eu escrever um pouco. Eu queria transformar aquele drama todo em uma poesia, pra musicar depois. Nem tive ideia de começar a escrever para o blog, ainda que eu tivesse pensado e comentado com a Tita na ambulância do Corpo de Bombeiros, quando fui socorrida (Tita, essa é mais uma para o Blog…); é, aqui estamos.

No quarto novo, tive mais duas colegas de leito, as Marias. A que estava do outro lado do quarto tinha diabetes e estava com problemas e a outra ao meu lado, que descobrir se adventista e com ela pude estudar a lição, ou tentar traduzi-la. Esta sofria dores fortes no ciático, por ficar muito tempo costurando. Pude conversar muito com ela, mas eu estava aflita pra sair dali, pois queria o colo de mamãe.

Bem, na terça de manhã, 17 de agosto, chegou a ambulância pra me buscar, a qual foi conseguida pela Deputada, liberada pelo Estado de SP, com dois motoristas e uma enfermeira. Depois descobri que os dois eram adventistas, dois gatinhos e palhaços. Eles me disseram que o Governador ligou na empresa, que presta serviços de transporte de pacientes para o Estado, em que eles trabalham, para passar algumas instruções. Me despedi do Jairo e da Tita e começamos a viagem. No principio, tudo estava bem. Mas depois, começaram os buracos, os pulos e meus gritos. Foram 10h de pura emoção. Curvas acentuadíssimas na estrada de Registro, quando subimos uma serra enorme. Paramos algumas vezes para descansar, mas comer mesmo, só quando chegamos.

Ao chegar à casa da minha mãe, eram 19h30 e eles ainda sairiam para o RJ buscar outro paciente. Os meninos me colocaram na prancha e me trouxeram para a cama da minha mãe e pra isso, eu gritei muito, pois as pernas doíam demais. Naquela noite, A P A G U E I. Essa foi uma das pouquíssimas noites em que dormi o tempo todo. Também, justifica-se o cansaço. Bem, agora começaria uma nova adaptação com a minha mãe. Ela conseguiu uma comadre em Engenheiro Coelho e eu teria de me conformar a ficar um bom tempo fazendo as necessidades na cama (na comadre... você entendeu :P).

Coffee break

Estimados, em virtude de alguns contratempos, não consegui terminar os próximos capítulos da minha história.
Hoje mesmo, sábado, estou com muita dor, pela qual tenho chorado várias vezes ao dia. É que uma perna está infeccionada. Meu padrasto colocou um soro com antibiótico há pouco. Espero que isso ajude.
Bem, entrarei em maiores detalhes depois.

Tenha um ótimo dia

NOVELA – Aprendendo a confiar em Deus – Capitulo 5: A semana no hospital em Brusque até o sábado

Bem, a Tita chegou por volta das 9h no hospital para ficar comigo e então o Jairo foi pra casa, pois precisava trabalhar. Fiquei com pena dela e do Earle, pois têm uma firma de contabilidade há pouco aberta e apenas os dois trabalham ali. O Earle faz muitas visitas aos clientes, enquanto a Tita cuida dos assuntos do escritório, telefone e com ela ali comigo, o Earle se viu doido, pois não podia sair para as suas visitas. Por mais que eu quisesse que ela fosse e seguisse com os seus compromissos, eu precisava de sua ajuda, além de que eu estava carente, por estar longe de casa... e eu queria a mamãe =D
Pedi ao Jairo que ligasse pra minha mãe, pois neste dia, eu estaria mais calma, imobilizada e talvez a reação dela fosse melhor. Mamãe ficou desesperada e procurou ajuda de um monte de gente, a fim de dar um jeito para me trazer pra São Paulo. Ela chegou ao vereador “Marião Telão”, o qual foi muito gentil e acho que foi a melhor pessoa com quem minha mãe conversou, pois este tinha amizade com a deputada Célia Leão, uma cadeirante, ninguém melhor para compreender minha situação e saber como me ajudar. Sua acessora, Vera, moveu mundos e fundos, entrando em contato com o Governo, é até Exército, a fim de solicitar o jato para me buscar ali.
O doutor Custódio foi até o meu quarto e disse que meu caso era cirúrgico. Eu disse a ele do meu medo, pois com AME (Atrofia Muscular Espinhal), eu não sabia se poderia tomar anestesia geral e qual delas seria a mais indicada. Com isso, ele pensou na melhor solução e sugeriu uma tala móvel, pois esta é mais leve e eu poderia tirar pra tomar banho (eu ao sei como isso poderia ocorrer, já que a dor era imensa). Só que cada tala custa R$70 e o SUS(to) não as cobre. Pensei, pensei, até que optei por elas, mesmo que praticamente todo o meu rico dinheirinho - o dos CD's - mas pensei na ‘dificulidade’ que passei com as outras 8 fraturas que sofri e o peso dos gessos e/ou talas que usei, a coceiras... e assim decidi pelas talas móveis.
Ele me disse que eu iria para o Centro Cirúrgico colocar as talas e que pra isso eu seria sedada. Acho que falaram pra ele que era escandalosa :P. Logo, o anestesista já foi aplicando um sedativo e os olhos ficando pesados e comecei a viajar literalmente na maionese até apagar. Acordei depois na sala de recuperação, já com as talas colocadas. Voltei pro quarto e a história de deitar e levantar a cada 15 minutos recomeçou. Fiquei com dó da Tita, pois virou uma rotina chata e ela não tinha nada mais interessante entre os seus momentos de guincho e foi o dia inteiro. Por volta de 20h30, o Jairo chegou e ela foi embora. E esta foi mais uma noite longa de deita e levanta. Na outra noite, ele tinha se deitado na cama ao lado e pôde dormir um pouco. Entretanto, nesta noite, como a Leila chegou pra fazer uma cirurgia, ocupou a cama e o Jairinho ficou na poltrona.
A quarta-feira foi um dia bem estressante, pois quando o Dr. Custódio chegou no quarto e, ao ver o Jairo e a Tita, não falou nada e saiu bravo, dizendo às enfermeiras que elas eram um bando de incompetentes, pois era proibido acompanhante para SUS(to) e depois falou com a freira, o padre - administradores do hospital - sobre o caso. Ele expulsou os meus amigos, dizendo que não era pra eu ficar com ninguém e depois veio a enfermeira-chefe, querendo saber pra quem eu pedi autorização para ficar com acompanhante, sendo que era um homem me acompanhando à noite, e que por minha causa, elas poderiam perder o emprego. Dissemos que não sabíamos e explicamos que sou cadeirante e que não conseguia ficar na mesma posição por muito tempo e que precisava de ajuda pra me levantar e blábláblá O Jairo tentou falar com o médico, mas ele o ignorou.
Já que a Tita estava indo embora, eu lhe pedi para que fosse à Polícia e fizesse pra mim um B.O., pois precisaríamos dele depois no processo contra a Prefeitura. A secretária do Dr Custodio veio me cobrar as talas, mas como eu não estava com a minha carteira, não tive como acertar; mas prometi fazê-lo até a minha alta. Ela disse que se eu não pagasse, eles viriam e tirariam as talas e colocariam gesso. Eu fiquei sabendo só no sábado, mas um irmão foi ali e bondosamente pagou as talas pra mim e até se oferecera pra me levar pra São Paulo em um dos seus carros... funerários. Seria lindo, já pensou??? Mas o pessoal do hospital não permitiu, pois se ocorresse alguma coisa, todos teriam um problemão.
Com a expulsão dos meus amigos e agora acompanhantes, me vi sozinha e fiquei muito preocupada, pois eu precisava sentar e levantar várias vezes e eu precisaria chamar as enfermeiras, que já haviam comentado que a ala nunca esteve tão cheia e elas estavam feito loucas de um lado para o outro. A Leila, minha companheira de leito, iria operar e como a filha estava com ela, a Talita, a Leila sugeriu à enfermeira para que a Talita ficasse com ela (pois ela não o poderia) e me ajudasse no processo de sentar e levantar. Com o tempo, eu até comecei a chamá-la de “guincho”. Ela ficava brava comigo, pois não gostou do apelido que tão carinhosamente lhe coloquei. Por que será?
Nesse mesmo dia, a D. Maria foi internada no nosso quarto e as filhas dela revezavam no cuidado à mãe e por muitas vezes, a Márcia e suas irmãs Marlene, Simone (não me lembro o nome da quarta) me ajudaram muito. De quarta pra quinta, lembro-me de eu não ter deixado a Márcia dormir, pois eu não me acostumara ainda à posição que ficaria por um bom tempo. Eu comecei a revezar os “guinchos”, pois não queria sobrecarregar a coitada da Talita, que me ajudava com muitas coisas, inclusive comprar besteiras na cantina.
Recebi a visita da assistente social do hospital, Rúbia. Que doce de pessoa! Ela tinha conversado com a minha mãe ao telefone e me trouxe o telefone pra eu conversar com ela. Eu fiquei tão feliz com aquilo e vi quão carente eu estava. A Rúbia conversou muito com os meus amigos ali, procurando a melhor forma para me trazerem pra São Paulo. A Deputada Célia Leão se dispôs a pagar a despesa da viagem, mas não conseguiram a ambulância de Brusque. A Vera, sua assessora, passou mais de uma hora conversando com o pessoal da Gol, a fim de providenciar o meu transporte de avião. Foi comprada para o sábado, às 17h30, no aeroporto de Navegantes.
Eu pude falar a elas sobre Jesus, sobre o que Ele fez na minha vida. Discuti, com muita classe com o marido da Márcia, que estava criticando os católicos. Ao lado do hospital, tem a igreja de Azambuja, uma santa da região. Neste fim-de-semana, começara a festa em homenagem à santa e ali vai muita gente. Ela queria dar umas voltas pela festa com a Talita e então ele começou a falar mal dos católicos, inventou uma história da Bíblia, de que eu nunca ouvi falar. Aí eu intervim na conversa, dizendo que eu não era católica, mas que eu não tinha o direito de criticar ninguém por sua crença, uma vez que havia muitos sinceros ali, assim como o há em todas as religiões e que Deus um dia reuniria todos esses sinceros em um só povo e os levaria para o céu, pois Ele não vem buscar placa de igreja e sim um povo que O aceitou como Senhor e Salvador da sua vida. Ele não teve resposta pra isso.
Um detalhe não muito agradável, porém muito importante que gostaria de citar. Pensa na criança aqui, de domingo até o sábado, comendo 3 vezes ao dia e não eliminando as impurezas. Por dois dias eu tentei, sem sucesso. Eu estava muito preocupada, pois a minha barriga estava grande e dura, doendo de uma forma estranha. Eu sentia meu estômago sendo esmagado, eu não conseguia inspirar profundamente, que doía. Como eu orei a Papai do céu pra me ajudar neste detalhe que muitas vezes nem valorizamos. Enquanto eu me arrumava para partir, deu aquela vontade e pedi a ajuda da Talita para colocar a comadre embaixo de mim. Após algumas caretas de força, consegui! Eu cheguei até chorar de emoção e gratidão a Deus.
Este foi um dia muito especial, que inclusive tiramos fotos, a fim de guardarmos uma recordação especial. Olha as fotos abaixo:


Sente o naipe da criança - a cara de doente



Este é o Jairinho



A Leila, colega de leito



A Talita, filha da Leila e adorável "guincho"



Esta é a Marcia - outro adorável "guincho"

Pude partilhar com elas meu momento atual, os problemas que eu estava enfrentando, minha decisão ao lado de Deus, bem como as peripécias, sem me esquecer da queda das quedas. Mencionei que quando Deus permite que algumas desgraças ocorram em nossa vida, é porque Ele deseja manifestar a Sua graça e glória em nossa vida. Sabe, conhecer essas mulheres no hospital foi muito especial. Deus cuidou de detalhes tão pequenos, que pude ver que tudo o que Ele estava permitindo que me ocorresse era porque Ele me ama muito e estava, ou melhor, está querendo me ensinar algo com isso.

A continuação da história da pobre que vai até o aeroporto de Navegantes eu conto no próximo capitulo =P

NOVELA – Aprendendo a confiar em Deus – Capitulo 4: A queda das quedas fenomenais

Segunda, 9 de agosto de 2010

Aviso que o diário de hoje é mais longo e bem detalhado, pois foi o dia. O Jairo e eu acordamos 11h na segunda. O sono rendeu... rs Mas ficou um tanto corrido pra ele, pois eu tinha de tomar banho - no esquema de chamar a prima - o Jairo tomar o seu, almoçarmos e ele ir pro trabalho. Ele precisou dormir um cadim antes de ir pro trampo e acabou por ir um pouco mais tarde.

Entrei no site da Viação Catarinense, pra ver não só se teria ônibus convencional pra Sampa, como o horário. O único convencional saía na segunda, às 20h e avisei a Tita do horário. Combinamos que, às 18h30, ela viria na casa do Jairo, me ajudar a me arrumar, bem como arrumar minhas coisas. Deu 18h30, 18h45 e nada da Tita. Foi passando, 19h, 19h05 e a Tita chegaou. Fiquei um tanto desanimada pra ir, pois achei que não teria mais tempo e já havia planejado ir pra Camboriú, para pegar de lá um bus pra Sampa.

Ela arrumou as minhas coisas, me ajudou a fazer xixi e trocar o "bi" e terminou de juntar as minhas coisas e saiu para buscar o Earle, seu marido. Depois chegaram por volta de 19h25, para irmos. Eu sugeri para que fôssemos na terça, pois achei que não daria tempo. Bem, a Tita estava confiante de que daria tempo e assim fomos; mas passamos ainda no serviço do Jairo pra eu me despedir dele e chegamos em Brusque 19h45. Eles montaram a cadeira, fui ao guichê, a fim de solicitar a passagem pelo PASSE LIVRE, o Earle e a Tita cuidaram de pegar as minhas coisas.

Peguei a passagem e segui na direção do bus, que agora tinha uns 10 minutos pra partir. Não vi um maledeto degrau de uns 25cm ou mais e como uma abóbora madura, mergulhei de joelhos. Lágrimas não saíram. Em compensação, os gritos eram estrondosos. A Tita chorou por mim. Eles tentaram me erguer por trás, mas gritei, pedindo para me deixarem como eu estava, pois eu sabia que tinha quebrado as duas pernas. O guarda da rodô chamou o Corpo de Bombeiros, a fim de me levarem ao Pronto Socorro.

Eu gritava muito e falava da falta de respeito com os "aleijadinhos", pois nem aviso de degrau tinha naquela rodoviária; isso sem falar na rampa homicida. Me veio à mente na hora a idéia de processar a Prefeitura, pois assim, poderia se evitar que outras pessoas caíssem e se ferissem como eu ou pior. Pode acontecer com idosos ou com qualquer pessoa. O degrau é muito alto.

Voltando ao resgate. Agora realizando o terceiro sonho - fui socorrida pelo Resgate, SAMU e agora pelo Corpo de Bombeiros. Mas a dor era tanta que nem vi se os moços eram bonitos... =D A parte difícil foi o trajeto até o hospital, pois as ruas de Brusque são de paralelepípedos. Pulei mais que pipoca e parecia que não chegava nunca. Eu gritei todo o trajeto e a Tita chorava muito, pois se achava culpada do ocorrido. O Earle pegou as minhas coisas e levou para a casa do Jairo. A Tita ligou pra ele, informando-lhe do que aconteceu e ele exigiu que o buscasse, pois ele queria me ver.

No P.A. eu gritava muito, até que uma enfermeira chegou e me falou pra eu parar de gritar, pois outros pacientes estavam ali. A raiva foi tanta, que disse a ela que não eram as pernas dela que estavam doendo. Aí ela disse que sabia, mas era pra eu gritar mais baixo... %#@&* Que ódio! Aí, ela me levou pra uma sala, para me dar uma injeção de Cataflan. Eu tentei dizer que estava com "visita", mas ela não entendeu e disse que teria de cortar as minhas calças, pra poder me medicar. Eu pedi que não, que eu não queria, até que lhe disseram que eu era cadeirante e aí a bola dela baixou de uma forma, a dita ficou uma seda comigo, disse que só abaixaria um pouquinho as calças para aplicar a injeção.

Lembro-me de uma enfermeira que, enquanto eu esperava para ir pro Raio-X, se aproximou de mim, pegou a minha mão e me acariciava, falando com calma para eu ficar tranquila. Ela foi comigo no Raio-X e colocava a minha mão em seu rosto, beijava a minha testa, dizendo pra eu me acalmar e tudo ficaria bem. Ela ajudou o moço a tirar as chapas e depois voltei ao P.A. e ela ficou um pouco mais ali comigo, depois deu uma olhada na sala de medicação, voltou ali onde eu estava e prestou auxílio à uma mulher que estava na maca atrás de mim; eu acho que ela tinha epilepsia, pois a língiua estava enrolada e estava com problemas de respiração. Bem, ela se despediu e saiu e nunca mais a vi. Até me passou pela cabeça a possibilidade de ela ser um anjo.

Eu estava com dor nas nádegas (vou tentar não falar bunda) de ficar deitada de costas na prancha e implorei para me sentarem. O médico, estressado, falou pra eu me sentar. Eu disse que não conseguiria sozinha e pedi a sua ajuda, garantindo-lhe que não afetaria as minhas pernas. Ele me ajudou e não deitei mais.

...A Tita estava ligando pra um monte de gente e depois de algum tempo, foi aonde eu estava. Ela chorava muito, se culpando do ocorrido. Eu estava ouvindo alguns hinos do Elvis Presley e de repente, um sentimento de "cansei de lutar" invadiu a minha mente. Durante dez meses, eu lutei pra conseguir um emprego novo em São Paulo, mas perdi uma grande oportunidade na Natura, pois na ocasião da entrevista, eu estava com TPM e comecei a chorar e não fui aprovada, pois ela precisava de alguém centrado... Comecei um outro processo de um emprego bem mais próximo, ali no Centro Empresarial, com salário de quase mil reais a mais do que eu ganhava, mas o pessoal estava muito enrolado. Minhas contas venceram todas ao encerrar o seguro desemprego e eu pagava o aluguel com o dinheiro que a minha mãe me mandava - 400 reais - e o restante eu comprava comida pra mim e a Cassia. A minha vida espiritual estava um lixo três meses atrás, pois eu não estudava a lição, praticamente não orava e isso me deixou fraca frente às tentações em que o inimigo sabe que sou fraca. O pior foi que não parei de cantar na igreja, o que era uma verdadeira hipocrisia. O tempo foi passando e vi que eu precisava mudar de vida, pois daquele jeito não dava mais. Fui sincera com Deus, disse a ele que eu não gostava de dedicar tempo pra Ele e que precisava aprender a gostar. Comecei a forçar o estudo da lição e de manhã, a primeira coisa que eu fazia era ir pra sala estudar a lição, me forcei ir aos cultos da mata (domingos, às 5h) e na semana de oração na mata, quando acordara todos os dias às 4h20 da matina para ir aos cultos e eu rogava ao Senhor para abrir as portas de um emprego pra mim, bem como uma casa pra eu ficar. Minha mãe pedia pra eu voltar a morar com ela, disse que faria um quartinho adaptado no quintal de casa, a fim de eu morar lá; mas eu sentia que eu não deveria voltar, pois eu adquirira tanta independência, maturidade, ainda que tivesse muito a aprender...

E agora ali estava eu, com as duas pernas quebradas, sem poder fazer qualquer coisa pra contornar a situação. Até quinta, eu brigava com Deus, cobrando-Lhe as bênçãos, cobrando-Lhe respostas e exigindo que a minha oração fosse atendida, ainda que não era isso o que eu sempre preguei e acreditei. Entretanto, ali estava eu inútil, com dores, sem poder voltar pra casa, muito menos sem previsão de quando poderia ver minha família novamente. Então orei ao Senhor, pedindo perdão de tudo o que eu fia, das minhas brigas com Ele, decidindo, a partir daquele momento, aceitar a Sua vontade.

Fui encaminhada para a ala cirúrgica, transferida pra cama sem imobilizar as pernas, pois o ortopedista me atenderia de manhã. Não demorou muito e o Jairo chegou, pronto para passar a noite comigo; passar a noite porque eu não preguei os olhos, pois o bebê aqui só dorme de ladinho e agora teria de dormir de costas e como tenho escoliose e hiperlordose, não tinha posiçao e de 15 em 15 minutos, precisava levantar, a fim de descansar as costas. A coitada da Tita não conseguiu dormir à noite, pois estava chorando o tempo todo.

O Jairo chegou pra me fazer companhia, porque dormir, coitado...

NOVELA - Aprendendo a confiar em Deus – Capítulo 3: A chegada em Guabiruba e um fim de semana perfeito

Sexta, 6 de agosto.

Como mencionei, fui de leito e a viagem foi bem repousante. Cheguei em Balneário por volta de 6h35. Esqueci de comentar que naquela semana, nevou em Santa Catarina. Pensa no medo da criança aqui. Eu amoooo frio (mentira...eu odeio o frio) e eu estava com muito medo de congelar. Minhas roupas todas eram o mais quente que eu tinha e levei uma coberta para cobrir as pernas. O engraçado foi que deixei São Paulo a 13C e cheguei em Balneário Camboriú com mais ou menos 16C. A sensação térmica era de um clima ameno.

Ao desembarcar, foi a missão de procurar a empresa que vendia a passagem pra Brusque. Assim que eu encontrei, comprei a passagem e fiquei esperando o ônibus chegar. Foi dando uma vontadezinha de ir ao banheiro e conversei com o moço da empresa do bus em questão, que disse pra eu ir tranqüila que, além de cuidar da minha mala, ele seguraria o ônibus pra mim.

Cheguei frente ao banheiro, procurando por um portãozinho por onde eu pudesse passar e só vi catracas. Falei à moça da “recepção” que eu queria ir ao banheiro e esta me deu a chave do dito e me apontou onde este estava. Eu fiquei pensando na mente do andante... Sempre generalizam a capacidade ou a limitação dos portadores de deficiência. Acho que deveria haver uma conscientização um pouco maior dos órgãos públicos, empresas, sei lá, para que as pessoas tivessem um tato melhor.

Só um break pra reflexão:

Você mesmo, que está lendo o blog, pode ser que você nunca conviveu com um deficiente. Não estou sugerindo que você corra atrás de um, a fim de que os seus olhos sejam abertos. Eu, particularmente, não exijo muito... hehehe É sério! O que eu quero é uma sensibilidade por parte dos companheiros, que se disponibilizam a me ajudar, que pergunte como e o que fazer e queira fazer como eu orientei. Uma vez quase me derrubaram de uma perua em São Paulo, pois queriam ajudar, nem me perguntaram como, nem me ouviram falar onde pegar. Eu conheço a minha cadeira, meu corpo e sei onde pegar e o que fazer.

Continuando a história, ficou combinado de o Jairo me pegar na rodoviária em Brusque. Ao chegar na rodoviária, eu senti uma dificuldade pra subir uma rampa, a fim de ir até o restaurante. Uma rampa totalmente fora dos padrões legais e eu parei no começo da rampa e esperei até que passasse alguém pra me ajudar. Não poderia subir sozinha, pois eu poderia empinar, já que eu estava puxando uma mala e não conseguiria mesmo. Aí passou uma moça, me oferecendo ajuda. Fui até o restaurante, a fim de tomar café. Pedi um pãozinho na chapa e um leite com um pouco de café e enquanto eu aguardava, resolvi dar uma olhada lá fora e como o Jairo disse que viria com a sobrinha de Kadete, vi um estacionando. Com isso, precisei cancelar o pedido e fui ao encontro do Jairo e da Tita.

A princípio, fomos na casa da Tita, já em Guabiruba, pois ela precisava fazer faxina na casa. Eles discutiram como e onde eu dormiria. Eles consideraram a idéia de eu dormir na casa da Tita, ou na casa do Jairo e a Tita dormiria comigo. Bem, depois que viram uma certa independência e a confirmação de que eu não acordo de madrugada pra nada, fiquei na casa do Jairo mesmo e ela só foi no sábado de manhã me ajudar a me trocar para irmos na igreja.

Depois do jantar, o Jairo me deixou um cadim sozinha, pois teve de ir à igreja para o ensaio do coral. Não demorou muito, principalmente porque eu tinha um notebook e internet pra me distrair.

Assim que ele voltou, chegou o pessoal do grupo dele - Laudi Vocallis - um grupo muito bom, para ensaiarem. Pude contemplar o ensaio e até cantar uma música com eles, com a desculpa de ajudar uma soprano novata e ela não sabia a voz da música Dê uma chance, do Novo Tom. Como precisávamos descansar para o batente do sábado, fomos dormir logo.

Guabiruba, sábado, 7 de agosto.

Bem, a Tita foi por volta de 8h me acordar e me ajudar com a roupa. Na igreja de Lageado Baixo, como é pequena pra tantos membros, o sistema de culto é sanduíche - culto, escola sabatina e culto. Como eu precisava cantar na escola sabatina, tivemos de acelerar um cadim. Fomos pra igreja, cheguei bem na hora de cantar, cantei a música Acredito em Ti, da Príscilla, com alguma dificuldade, pelo fato de a voz não estar aquecida e eu não conseguia alcançar algumas notas. A manhã foi muito boa e fomos almoçar e o Jairo fez empadão de palmito, que eu estava doida pra comer.

Enquanto nos preparávamos pra comer, o Cristiano, diretor JA da igreja, foi até lá, querendo marcar um horário para conversarmos sobre mim, para o programa JA. Como eu não sabia como seria o tempo depois do almoço, passei pra ele o meu blog, para que ele tivesse uma idéia da minha vida, de algumas peripécias minhas.

À tarde, no JA, houve uma divisão de foco, pois era o findi dos pais e sabe como é em programações assim. Cantei, contei bem pouco de mim. Deu um break para a homenagem aos pais. Bem, o Cristiano gostou da postagem das quedas, com ênfase ao desejo de andar de SAMU. Foi muito hilário o momento e todos ali presentes riram; acho que eles pensaram que sou louca... talvez não estejam de todo errados...rss

Ao final, consegui vender 10 CD's e agora teria dinheirinho para pagar algumas continhas... eeeeeeeeeee À noite, assistimos a alguns videos no Youtube e depois fomos dormir.

Domingo, 8 de agosto de 2010.

Bem, pude dormir um pouquinho até mais tarde. A Tita, dessa vez, não pôde me ajudar, pois tinha compromisso com algumas filmagens do grupo em que ela canta. Eu achei que não precisaria de ajuda logo cedo, mas o "número 2" insistiu em pedir pra ser liberto. Com isso, o Jairo foi chamar a sua prima, vizinha, para me ajudar no banheiro. Ao tirar a roupa, vi que o Francisco também tinha me visitado... aquele chato que visita mensalmente... Pensei: agora danou-se, pois o fluxo é intenso e seria constrangedor viajar neste estado. Fiquei preocupada também, pois não tinha levado socorro para este momento. Entretanto, a irmã do Jairo, que é dona da casa onde ele mora e mãe do Naninho e da Tita, tinha deixado um pacote do “salvador” noturno da última vez em que fora lá, o que foi perfeito pra mim.

Bem, o dia correu rapidamente e à noite, aproveitando que eu estava por lá, me chamaram pra cantar no culto, o qual foi, em sua maior parte, uma exposição de fotos da Conferência Geral, em que o pastor, com a sua família desfrutaram. Bem, durante uns 40 minutos, foi esta exposição e só pra não dispensar o povo sem a Palavra, o pastor fez um sermonete sobre a volta de Jesus. Tem muita gente lendo esta postagem e lembrando-se deste dia...

Não dormi muito tarde, pois estava bem cansadinha.

NOVELA: Aprendendo a confiar em Deus - Capítulo 2 – A ida à Santa Catarina

Quinta, 05 de agosto. Eram umas 11h e a Cassia estava de saída para uma entrevista de emprego. Como eu tenho o costume de ir até o UNASP para pegar o ônibus, por ter mais opções de adaptados, pedi a ela que levasse a minha mala e a deixasse na portaria, para que eu não tivesse problemas em sair de casa sozinha com a mala, que estava transbordando. A gente acabou se desentendo e às 15h, com medo de ela nem chegar pra me ajudar, decidi ir pra rodoviária sozinha mesmo, pois precisava chegar com antecedência.

Só estava a Simoneli em casa e naquela hora, iniciaria sua aula de matemática particular com seu aluno. Pedi a ela que apenas colocasse a mala na rua pra mim e comecei a puxar a mala, que na descida era sussa. Na esquina, pedi ajuda para alguém pegar a minha mala, para que eu pudesse atravessar uma valeta e depois a peguei novamente, descendo a Av. Carrillo. Logo depois do ponto de ônibus, começou a subida e a minha tortura. Meu braço começou a doer e eu não agüentava mais puxar, pois nem braço mais eu tinha e assim passei a última lombada da subida e faltavam ainda uns 50m até a Estrada de Itapecerica e o UNASP. Minha salvação foi o motorista do ônibus que eu pegaria parar e o cobrador me colocar pra dentro.

Depois foi o trajeto até o Terminal Capelinha, Metrô Santa Cruz, Tietê, que demorou mais ou menos 2h. Cheguei no Tietê às 18h em ponto, quase 3h de antecedência, a fim de tirar a minha passagem com o PASSE LIVRE. Craro! Tá pensando que vou pagar passagem de bus pra outro estado? Fui até a Viação Catarinense, pra me deparar com a próxima provação. Mais uma: Fui informada de que não poderiam tirar minha passagem, pois o único ônibus que sairia pra Brusque naquela noite era daqueles de dois andares, os DD, com várias poltronas em cima (executivo) e leito embaixo e o passe livre só era válido para ônibus convencional e o único que os filhos de uma boa mãe têm é aos domingos. Pobre é uma coisa.

Com a notícia, foi mais um momento de me desabar aos prantos. Eu estava tão triste com tanta coisa ruim acontecendo. Eu perguntei a Deus o que estava acontecendo e por que. De repente, me vi sem rumo e sinceramente, eu não estava disposta a voltar pra casa. Saí dali e pensei na Assistência Social, que talvez pagasse minha passagem. Mas não parei ali.

Fui direto à ANTT, onde comecei a chorar, explicando o meu drama. Eles começaram a verificar se era só aquele horário, pois algumas empresas têm mais horários e carros, mas acabam por não liberarem os carros pela falta de clientes e se a ANTT pegar isso, a multa é salgada.

Eles então ligaram pra Pluma, que informou-lhes que tinha apenas um carro que passava em Balneário Camboriú e de lá saia um ônibus pra Brusque a R$12 a passagem e me perguntou se eu poderia fazer essa conexão. Chorando, eu disse que estava com 2 reais na carteira, pois não estava preocupada em comer na estrada e que só teria dinheiro depois, pois estava indo cantar lá e venderia CD´s. Com dó de mim, o tio me deu R$20 e me disse que era pra passagem e para o café da manhã. Saí chorando dali, mas agradecida a Deus e ao pessoal da ANTT.

O ônibus sairia às 20h15 e eu tinha por volta de 40 minutos antes da partida. Peguei a passagem, passei na Casa do Pão de Queijo e peguei um combo, com um suco e 8 paezinhos de queijo, para o lanche e fui até a plataforma indicada. Ali esperei, observando as pessoas ao meu redor. Umas 19h45, encostou um ônibus de 2 andares, nome da cidade diferente e fiquei ali esperando este sair, pra poder entrar no próximo. Sei que deram 20h05 e este ainda não tinha saído e então fui perguntar o horário de saída. E não é que era o meu? Quase o perdi. O que me intrigou foi o fato de que a moça reservou uma poltrona lá em cima. Fui à porta e olhei a escada. Meu coração gelou. Mas o motorista disse pra eu ficar tranqüila.

Bem, ele me colocou embaixo, me pediu pra não falar a ninguém que eu viajava de Passe Livre ali no leito e esta foi a viagem mais confortável da minha vida, já que pobre só anda de busão.

Continua...

NOVELA - Aprendendo a confiar em Deus - Capítulo 1

Eu iria contar que cantaria em Santa Catarina, na IASD de Lageado Baixo, Guabiruba-SC. Mas tantas coisas aconteceram, que é impossível contar apenas a visita. Um dia, quando teclava com Jairinho, comentei com ele que um dia eu conheceria a casa dele em Santa Catarina, bem como a igreja. Contei a ele do meu trabalho de contar da minha vida nas igrejas, mesclando com músicas, cantadas por mim, e ele achou a idéia fantástica. Aproveitando o fato de que ele é o diretor de Música da IASD de Lageado Baixo, disse que seria interessante lá pelo começo de agosto.

Era em abril, mais ou menos e parecia que demoraria uma eternidade. Mas o dia chegou logo; nem vi passar o tempo, por causa dos tantos problemas a serem resolvidos: a busca por um emprego, por uma casa, limpar o nome, etc... Deixaremos os problemas para serem mencionados mais tarde.

Me lembrei do ônibus que ia até Brusque, ao lado de Guabiruba, cidade onde mora o Jairo. Entrei na internet, a fim de pesquisar a(s) empresa(s), horários, etc. Percebi que os ônibus saíam à noite, acho que por causa da distância. Com este pensamento, programei de sair na quinta, 5 de agosto, chegando em Brusque na sexta de manhã. O Jairo também se programou por lá, com horas extras no trampo. a fim de ser todo "meu" na sexta, quando eu chegasse. Mobilizou a sobrinha, Tita, para me buscar com ele, de carro, bem como ajudar nas horas em que o Jairo não poderia fazê-lo.

O objetivo da viagem era o testemunho a ser contado aos irmãos dali. Entretanto, minhas últimas 4 semanas, após ter decidido colocar a minha vida nas mãos de Deus, de modo a abandonar as coisas que me afastavam de Deus e me faziam sentir uma hipócrita, sabe. Quando eu tomei tal decisão ao lado de Deus, as coisas começaram a piorar. A semana anterior foi a semana do Culto da Mata e todos os dias eu acordei às 4h15 da manhã, para ir aos cultos. Foi uma bênção a semana, mas nesta, nem comida eu tinha, pois as provações eram mais e mais intensas.

A semana da viagem estava punk. Tudo de errado estava ocorrendo. O meu mp4 estava com problemas pra ligar e eu entrei em contato com a Philips, a fim de dar um jeito, uma vez que o danado não foi barato e a configuração de restauração do mp4, orientada pelos atendentes, me fez perder todas as músicas do mp4, o programa que eu faria em SC. Isso foi na quarta.

À noite, eu cantaria na igreja em que frequento e ali eu descobri a tragédia ao entregar o mp4 pro sonoplasta, que me informou que eu não tinha nada nele. Cantei a capela duas músicas, sendo uma delas que falava que tudo era pro bem. Naquela noite, fiquei até mais de 1h da manhã procurando músicas, a fim de ao menos pegar os playbacks para o programa. Consegui baixar alguns, pegar outros do meu note, mas como eu tinha passado praticamente tudo pro mp4, uma vez que a capacidade do note era muito pequena. Assim, os playbacks eram os antigos; eu não estava muito feliz com isso, mas era o que eu tinha no momento.

Na quinta, 05 de agosto, a Cassia, pau pra toda obra (amiga que sinto saudades), me ajudou com a mala, deixando-a pronta para a viagem. As meninas me cobraram a resposta do dono da casa quanto ao fato de ficarmos ou não na casa até o fim do ano. Eu me coloquei à disposição para cuidar de pagar o aluguel e as despesas da casa em dia, para que pudéssemos ter mais tempo de procurar um lugar e dezembro seria a data limite pra isso; implorei por mais este prazo e garanti-lhes que eles não teriam a dor de cabeça que tiveram anteriormente. Eu estava cheia de coisas pra cuidar para a viagem. Mas eu também precisava saber o que fora decidido pelos donos da casa e assim, decidi por ir à casa do dito, antes de viajar. A dona da casa me disse que teríamos até o dia 10 para desocuparmos a casa e dali saí desconsolada. Que mais de errado poderia acontecer?

Continua...

NÃO PERCAM A NOVA NOVELA DA MILENE

Queridos, estou em recuperação pós cirúrgica e estou redigindo aos poucos os detalhes do meu passeio a Santa Catarina, que resultou em múltiplas fraturas.
Como percebi que está ficando grande demais, terei de fazer por capítulos, lembrando uma novelinha... hehe
Aguardem!!!

As quedas fenomenais - Parte 2

Bem, acho que preciso continuar a relatar as peripécias de Milene. A experiência da Colportagem será inesquecível. Entretanto, há mais alguns episódios que gostaria de compartilhar.
Vamos dividir por anos. Não são muitas, mas ao menos menos as principais e inesquecíveis.

2003
Neste ano em especial, ano em que me mudei para Engenheiro Coelho, a fim de cursar Tradutor e Intérprete.
Em setembro, especificamente numa quarta-feira, dia em que minhas aulas começavam com Latim, ministrada pelo célebre Prof. Dr. Gerson Pires, hoje jubilado e que trabalha como missionário na África nos dias atuais.
Na época, minha cadeira motorizada vivia mais na manutenção do que comigo e como estava na cadeira manual, dependia da força movida a arroz e feijão dos que se disponibilizavam a me ajudar. A sala ficava no segundo piso, tendo uma rampa um tanto íngreme para o acesso.
Um aluno de jornalismo se ofereceu pra me ajudar e nas duas primeiras rampas, eu vi que ele levantava um pouco a parte traseira da cadeira bem no início da rampa.
Na terceira e última, rampa um pouco mais curta e íngreme, ele repetiu a operação e levantou a parte traseira da cadeira. Eu estava cheia de materiais em cima do colo, na época, eu não usava cinto de segurança e caí como uma abóbora de joelhos. Sou tão discreta quando caio, que todos os que estavam na faculdade me ouviram. Imediatamente a Profa. Ana me pegou e me arrumou no chão.
Eu gritava, dizendo que as duas pernas estavam quebradas, pois doíam muito. Meus pais foram acionados, bem como a ambulância. Demorou por volta de 30 minutos para a minha remoção para o hospital e para acalmar os ânimos, eu ficava falando besteiras, a fim de quem estava ao meu lado ria, para assim eu me acalmar.
O moço, coitado, ficou incolor, já que era branco. Depois disso, ele mal falava comigo, de vergonha por ter me derrubado.
Ao chegar no hospital, os raios X diagnosticaram fratura no tornozelo direito, que me rendeu uma botinha básica e na perna esquerda, uma fratura abaixo do joelho, resultando num gesso da virilha até o tornozelo. Acho que só pra este fato eu tenho como comprovar... Repare...rs


2005
Neste ano, quase repito a peripécia da dupla fratura. Estava eu linda e roliça, indo para o ensaio do coral, após o jantar do internato. Estávamos ensaiando no Auditório Central, que ficava atrás do refeitório.
Alguém muito legal estava fazendo algumas reformas no encanamento do colégio e fez um buraco de fora a fora na alameda ao lado do refeitório. Não colocaram sinalização e nem acenderam a luz. Imagina a abóbora se esborrachando no chão. Engraçado que caí na horizontal, à frente da cadeira. Os dois pés doíam e eu gritava, pra variar.
Fui no hospital, tiraram as chapas e o clínico mandou apenas enfaixar os pés, pois, segundo ele, não ocorrera nenhuma fratura.
E durante um mês, sofria todas as vezes em que a minha mãe me colocava no carro, na cama, no banheiro e todas as vezes chorava, gritava de dor. Lembro-me que a minha irmã me falou para eu parar de manha, pois já estavam todos cansados. Após esses doloridos 30 dias, minha mãe resolveu me levar novamente no hospital, pois a dor não parava.
Marcamos a consulta com o ortopedista que, olhando minha chapa do dia do acidente, disse que o meu pé estava quebrado... manha, né?

2008
É, parece que tinha dado uma pausa nas quedas. Em março desse ano, eu vim morar na capitar.
Mais ou menos em setembro, eu fora visitar a minha mãe no interior e fui de carona com uma colega de trabalho... se achando a moça aqui, colega de uma diretora... hehe
Esqueci o cinto no carro dela e, ao voltar para Sampa, fiquei por quatro dias, andando sem o cinto, até que na quinta-feira, devido a uma calça extremamente lisa, estava eu indo até o ponto de ônibus, quando pela falta de atenção, a cadeira enroscou na guia, já que eu andava um pedaço no meio fio e eu caí, feita uma jaca madura. O impressionante foi que ao cair, foi como se alguém tivesse virado o meu corpo e só senti uma leve batida atrás na cabeça no chão. O SAMU foi acionado e pela primeira vez, fui socorrida por eles, com direito a colar cervical, prancha, tala na perna, etc. Me levaram pra o hospital São Luiz, mas não pude ser atendida porque eles não atendiam Bradesco. Eles tinham tirado todos os aparatos ali e depois precisaram recolocá-los, para levar para outro hospital (sacanagem). Fui encaminhada para o São Leopoldo, onde pela primeira vez, fui auxiliada por homens para fazer xixi. Eram enfermeiros, mas nunca nenhum homem tinha tirado a minha roupa, visto a piriquita ou o bumbum, colocado a comadre embaixo de mim. Mas foi o melhor xixi dos tempos...rss
Bem, depois me encaminharam pro médico, tirei raio X, mas não deram qualquer fratura.
Um mês depois, estava eu no ponto de ônibus, quando a alça da minha bolsa enroscou no joystick da minha cadeira, que estava ligada, a qual saiu em disparada e ao tentar desligá-la, ela deu um rodopio e eu caí no corredor de ônibus, onde tinha um parado. Lembro de minha cabeça encostada no pneu deste. Comigo não ocorreu nada, mas com a cadeira, bem, consegui entortar a haste do encosto. Depois consegui que arrumassem pra mim.
No mês seguinte, estava agendada uma apresentação minha na IASD da Vila Maria. Minha amiga recomendou-me a ir de metrô até a estação Paulista (não sei se é isso). Ao chegar no Terminal Bandeira, o cara da Socican foi me ajudar na escada rolante. Como já havia utilizado a escada rolante algumas vezes, estava sossegada, pois sabia que o pessoal era treinado. O pessoal da Socicam utilizava a escada em movimento, mas de boa. Primeira escada, subida, sussa na montanha russa. Andamos pela passarela que liga o Terminal até a frente da estação Anhangabaú. Agora era a hora de descer a escada e sempre comentei que esta era muito íngreme. Ele destravou novamente a cadeira, e subiu na escada, me puxando com ele. Foi quando ele não conseguiu encaixar a cadeira e olhei-a descendo uns dois degraus e empinando, derrubando o mocinho e aí caí por cima dele, naquele estilo que todos já conhecem, gritando feito uma louca. A escada foi parada e um segurança fortão me pegou no colo e me colocou sentada na escada fixa e depois desceram a minha cadeira, agora com a outra haste entortada. Aí o pessoal da igreja me buscou de carro e ainda pude me apresentar na igreja e agradecer a Deus, pois nada ocorrera comigo, ainda que minha cadeira fora avariada. Eles custearam o conserto, para a minha alegria.
Depois deste evento, nunca mais me deixei ser conduzida por um funcionário da Socican pela escada rolante. Em alguns lugares, como estações de metrô, onde não há elevadores, o procedimento dos funcionários é de parar a escada, localizar a cadeira e fixá-la no degrau, dois a seguram e um terceiro liga a cadeira. Ao chegar embaixo, eu aciono-la e saio da escada. Às vezes, um metido a herói quer me levar sem desligar a escada, mas como uma amiga diz, eu gosto de causar e enquanto não chega pelo menos mais um funcionário e desliga a escada, eu não vou nem pagando. Traumatizei, né.

Mas aqui estou, viva, pela misericórdia divina. As quedas pararam por aqui. Mas há muita coisa que não contei, por falta de espaço, tempo e lembrança de alguns detalhes cruciais. Entretanto, creio que já deu pra vocês terem uma idéia das principais peripécias...rss Tenha um ótimo dia!!!

Fechada pra balanço

Oi queridos...
Bem, estou quase que mais frequente nas postagens, o que é bom. As novidades ainda não surgiram. Ainda aguardo o perseguido emprego, ainda estou surtando pela ociosidade incrível em que estou vivendo, mas sei que é só uma fase pela qual preciso passar. Já tive diferentes reações e a melhor delas tem sido a paciência e a calma... Não adianta mesmo eu me desesperar, me descabelar.
Tal experiência tem-me proporcionado amadurecimento, algo que nunca vivenciei antes. Pensa num ser de quase 29 anos nas costas, se sentindo uma criança grande. É o que geralmente sentia. Acho que agora me sinto mais confiante pra muitas coisas, mais consciente das prioridades da vida, consciente de que ter dinheiro no bolso não significa sair comprando tudo o que dá vontade. Estou aprendendo que preciso poupar... coisas que se aprende desde criança... mas nunca é tarde, não é.
Quanto ao título da postagem, pois é, me sinto em pleno 1 de janeiro, isto é, fechada pra balanço no quesito amor. Sabe, me decepcionei tanto com os homens que conheci até o momento, que achei melhor ficar sussa, pois na hora certa o "príncipe no Corolla preto" vai aparecer... hehehe
Para este momento surreal, comprei uma aliança de compromisso e coloque-a no anelar direito. Gente, mas funciona, viu. Pelo menos muitos pensam que a aleijadinha aqui tá namorando, cheia da moral...rss, além de que sou bem mais respeitada.
Vou dormir agora, pois já é meia-noite passada e me comprometi a acordar às 4 da matina... é uma programação especial da igreja. Está compensando ir, pois preciso tomar vergonha e buscar mais e melhor a Deus.
Tenham uma ótima semana!

E a vida continua...

Bem, na última postagem, eu disse que estava em um processo de seleção na Natura. Nem te conto como foi a entrevista. Eu sabia que não fui bem, pois até chorar eu chorei na entrevista. Não sei o que me deu, mas eu estava bem alterada psicologicamente. Ao relembrar do que falei, senti que tive um comportamento anti-profissional, pois até falei um pouco mal das empresas onde trabalhei. Eu sempre fui a única cadeirante de cada empresa e eles não estão muito preparados para isso.
Resultado: não fui aprovada.
No dia em que recebi a notícia de que não daria sequência no processo da Natura, bem como no dia anterior, eu recebi ótimas notícias de meus amigos e suas bênçãos. Uma amiga conseguiu ser efetivada na empresa na semana em que venceria seu contrato de estagiária; um amigo falou comigo de Bostom... um sonho em comum; outro arrumou uma namorada; outra achou uma casa no bairro dos sonhos... Bem, todo mundo se dando bem. Fiquei feliz por eles, mas sei lá o que me deu, pois comecei a olhar pra eles e me comparar e vi que era como se eu fosse esquecida no tempo por Deus. Chorei muito.
Mas a vida precisa continuar...
Na semana passada, fui informada de uma vaga de secretária em uma multi, salário maior do que o oferecido pela Natura e o melhor: a localização - Centro Empresarial de São Paulo - 20 minutos de buzão da minha casa.
Fui na quinta-feira lá na empresa - Lanxess. Desta vez, me senti muito melhor, estava tranquila, centrada e estou com ótimas perspectivas. Agora é esperar para ser chamada para a segunda fase do processo.
Ah, me esqueci de dizer que o dono da casa onde moro pediu a casa. Pela irresponsabilidade de algumas meninas, tenho de pagar. Estou com medo de não encontrar uma casa com um banheiro grande o suficiente para eu entrar com a cadeira, bem como acesso na entrada e etc. Será uma experiência e tanto encontrar a casa, mas nada como contar com a sabedoria divina.
Tenha uma ótima semana! Espero voltar ainda esta semana.

As últimas novis...

Olá, querido(a) amigo(a)

Bem, aqui estou em Engenheiro Coelho, passando uma semana na casa de mamãe. Mamar de quando em vez é bom, principalmente quando a preocupação quanto ao desemprego é grande.
Ainda estou nessa vida de desocupada... Os bancos, neste momento, se lembram de mim quase que diariamente. O celular agora toca sempre...
Mas ao vir pra cá, muitas coisas ocorreram em minha mente. Algumas decisões quanto ao meu comportamento a partir de então, algumas conclusões que tirei dessa minha situação atual. Quero compartilhar com vc agora.
Na copa, em dois dos jogos, estive lá no Anhangabaú, naquele vuco-vuco todo. Foi muito bom e já estava fazendo planos para assistir à semi-final e final lá novamente... o Brasil não conseguiu e a vida continua.
Quanto ao trabalho, estou participando de um longo processo seletivo na Natura. É tão demorado que quase estou dormindo...rs Mas é um exercício da paciência.
Minha vida no aspecto religioso tem dado uma guinada, pois tenho buscado mais a Deus. Tal busca me fez refletir muito na minha vida, nas decisões que tomei há um tempo, as quais têm suas consequências hoje. Cheguei à conclusão de que até o meu desemprego tem lá sua aprendizagem.
Eu estava muito distante de Deus. Muito mesmo. Sabe quando vc não se importa com nada e muito menos com vc? Era assim que eu estava, me sentia. Tive "ótimos" momentos, mas estes foram apenas momentos. Senti um vazio tão grande, vazio que sei que só pode ser preenchido por Alguém.
Deus me buscou e, sinceramente, não quero me distanciar mais dEle. Ele é tão maravilhoso pra mim e, ainda que permita que muitas coisas me ocorram, me priva das piores delas e me mostra em cada coisa que Ele me ama e só quer o meu bem.
Aprendi que enquanto busco as coisas, colocando-as em primeiro lugar em minha vida, eu nunca as obterei, pois muitas vezes Deus e muitas pessoas são deixadas de lado para alcançar o almejado. Quando não me preocupo tanto com aquilo, é que consigo. Acho que é porque o valor àquilo que busco não deve ser superior ao amor que preciso ter por Deus, por mim mesma.
Preciso tomar uma decisão muito importante na minha vida e, calculando os prós e contras, decidi dizer não. Não vou me destruir por algo tão pequeno. Nem queira saber o que é...rs
Bem, querido(a), eu sei que preciso voltar a escrever sempre, pois isso faz bem a mim e sei que vc também é beneficiado na maioria das vezes.
Vou ficar por aqui, mas volto. Tenha uma ótima semana!!!

Testemunho - 05 de junho de 2010

Eu tinha dado um break com os testemunhos nas igrejas, mas não posso parar, né.
Dia 05, contarei mais uma vez a minha história, agora no Pq Fernanda, igreja onde frequento.
Eu não sei se alguém aqui de Sampa teria interesse de vir me conhecer pessoalmente, mas seria um imenso prazer pra mim.
É um programa de mais ou menos uma hora, um misto de história e músicas por mim interpretadas.
Caso você tenha interesse em assistir ao programa, entre em contato comigo, que lhe passo as coordenadas

Tenha uma ótima noite!!!

Um fim de semana perfeito

Gentem, quanta coisa ocorreu semana passada! Bem, os dias úteis foram dedicados à busca do sonhado emprego. Ainda continuo mandando CV's para diversas empresas e nada até agora. Mas como sou brasileira, não desistirei nunca!
Quinta passada, começou a Reatech e lá fui eu, JC, Cassia e Bia. Só eu de cadeirante, claro. Mas ao chegar na feira, eles viram uma porção de cadeirantes, muletantes, def. visuais, auditivos... Bem, ao menos não fui a única por um tempo.
Rodamos por tudo lá e depois passei na Reateam para cumprimentar o pessoal. Encontrei um dos donos, que viu a minha cadeira


REATECH 2010

A Reatech foi simplesmente fantástica. Guiei um Corolla e uma moto adaptada. Caraca! Percebi que posso me independer bem mais. Gente, eu vi um lift da Cavenaghi que brilhou meus olhos. Gente, é o grito de independência que falta!
Se eu comprar isso, acho que posso até morar sozinha. É um aparelho que levanta a pessoa da cadeira para o carro, ou da cadeira para o vaso, ou ainda da cadeira pra cama. O problema é o preço, mas assim que conseguir um trampo, pretendo comprar um.
Aprendi muito na Reatech com as palestras a que assisti. Os assuntos abordados que vi foram sobre maternidade na deficiência, homossexualidade e devotee. Foram bem informativas e muitas idéias que ali ouvi, eram o que eu pensava sobre mim e minha vida.
A cada dia, vejo que ficarei sozinha e terei de me virar. Todas as meninas da casa onde moro planejam ir embora, inclusive a amiga que cuida de mim. Ainda não parei pra pensar nas consequencias que isso me trará, mas meu coração se aperta a cada dia.
Adoraria poder abrir mais o meu coração aqui, mas por mais que eu tente, tá difícil...
Mas vamos falar de coisa boa, de bênção. Mudar isso aqui, pois to chorando,

Mas muita coisa legal tem ocorrido

Na Reatech, encontrei um dos donos da Reateam, fábrica da minha cadeira motorizada. Bem, eu mostrei a ele um probleminha que estava ocorrendo com a estrutura da cadeira. Então ele me informou que a estrutura estava na garantia e que eu poderia trocá-la na segunda. Gente, o homi foi tão bom que, ao trocar a estrutura, teve de trocar tudo: rodas, eixo, assento, encosto... Ficaria tudo quase o valor de uma cadeira nova, R$6800,00, mas paguei apenas pelas baterias e pela almofada do assento, toda frufruzada... ótema.
A cadeira é toda roxinha agora, fiquei mais alta, mais confortável, pela bagatela de R$1432,00

Deus tem sido muito bom comigo e sei que não mereço nada do que Ele tem me concedido.

Quem é sumido sempre aparece

Olá queridos, bem, estava sumida mesmo. Muitas coisas ocorreram comigo. Boas viu.
Bem, ainda continuo "disponível no mercado" e estou entrando em surto, pois meus dias se resumem em acordar tarde, estudar a lição - quando não tem algo ou alguém que impeça - comer algo, ligar o computador, checar e-mails, ligar a tv, desligar a tv e o pc por volta de meia-noite. A não ser quando tenho de ir ao mercado ou outra coisa.
Adoraria poder levantar de madrugada, pegar buzão lotado, levar bucha da chefe (de vez em quando é útil, pôxa) e tantas outras coisas de poder ter um EMPREGO.
Mas algo mudou nessa rotina toda. Resolvi conhecer a igreja do bairro e simplesmente amei. Uma igreja de tamanho mediano - mais ou menos 350 membros, de muitos jovens e que é apaixonada por música. Me senti mais do que em casa. Fora o fato de que o pastor era o meu professor de inglês quando nós dois fazíamos faculdade. Assisti à Semana de Oração todinha, a qual fora dirigida pelo Paulo e tenho ido em todos os cultos.
No último domingo de fevereiro, teve início a um programa especial e no fim do mesmo, estava chovendo muito e tinha sorvete e resolvi descer pra tomar um. Até que calhou de um moço se oferecer pra me acompanhar até em casa, pois as meninas nem esperaram o sorvete por causa da chuva. Ele foi muito gentil e conversamos muito na frente de casa.
No culto de quarta, as meninas estavam comigo, mas fui acompanhada por ele de novo. Na sexta, houve um culto jovem especial e adivinha quem se sentou comigo, quem me acompanhou até em casa...
Isso tem se repetido em todos os dias em que vou à igreja. Nunca volto sozinha. O JC é uma pessoa muito especial que apareceu na minha vida e tá bagunçando geral aqui dentro e as meninas que moram comigo insistem em dizer que ele tá muito interessado. Ele admitiu estar bem atraído, mas preciso ter muita paciência, pois ele tem enfrentado alguns probleminhas pessoais e precisa resolvê-los, para que as coisas ocorram naturalmente.
Ah, prestei concurso para a Assembléia Legislativa de SP e quase caí da cadeira ao ver quanta gente se inscreveu pra mesma vaga que eu. Provavelmente pensaram no mesmo que eu: tenho faculdade, até pós, mas farei algo mais fácil para ganhar um dinheiro bom tb. Tem mais de 13 mil inscritos nesta vaga. Genésio Genuino!!!!
Bem, gente querida, eu prometo voltar com mais novis.

Um bjo grande e que Deus abençoe a sua semana

Ano Novo, vida nova, mesmo que ainda disponível no Mercado

Olá queridos,

Fiquei um tanto alienada do mundo virtual, o que me deixou sem poder atualizar o blog.
Mesmo sabendo da grande responsabilidade em fazê-lo, nem sempre o tempo coopera para tal.
Ainda estou "between jobs", mas sabe, eu estava precisando tanto de um descanso, que o impacto da saída da empresa, a princípio, não foi tão grande.
Pude refletir muito na minha vida, nos diversos aspectos, o que me ensinou muito. Com certeza, os erros cometidos até aqui em minha experiência profissional não serão repetidos.
Outro fator importante foi uma atitude que, embora impulsiva, será de grande valor para a minha formação. Ao chegar em Engenheiro Coelho, com o intuito primeiro de descansar, passar uma semana, ao sentir o cheiro da cidade... sei lá o porquê, me inscrevi para o programa intensivo de Pós Graduação em Comunicação Corporativa. Uma área diferente da Tradução/Interpretação, não é diferente do Secretariado, área de atuação.
E aqui estou, no UNASP Campus Engenheiro Coelho, estudando das 7h30 à 18h, de segunda a sexta e algum domingo, até o fim de janeiro.

Quero desejar, ainda que muuuuuuito atrasada, um 2010 repleto das bênçãos de Deus.