Desempregada, mas não abandonada por Deus

Olá querido(a) leitor(a),

Muitas coisas ocorreram comigo neste mês. Fui demitida da Dow, onde trabalhava como secretária-assistente da presidência. Sofri muito com a notícia, mas ao mesmo tempo, sabia que Deus estava, de certa forma, me preparando para tal, porque não me desesperei.
Procurando emprego, enviando CV's, mas sei que tudo será resolvido com o tempo.
Ainda estou devendo as aventuras, mas prometo que escrevo logo...
Bjks

O sonho de Deus é maior...

Meus queridos, gostaria de compartilhar com vccs minhas últimas novidades. Bem, nos últimos meses, estava com problemas sérios, com descontroles financeiros, de forma que toda a preocupação de manter meu nome limpo se transformou em uma significcativa depressão. É claro que nunca notamos tal momento e em muitas vezes, quem está ao nosso redor é quem vê que alguma coisa não anda bem com vc.
No meu caso, foi a doutora Maria Lúcia, médica da Dow. Devido a uns comportamentos um tanto diferentes do comum que eu tinha na empresa, a fez me procurar e me aconselhar a buscar ajuda psicológica. Na Dow, é oferecido um serviço de orientação psicológica, financeira, jurídica e social e tudo de grátis e lá foi eu buscar auxílio psicológico, para o qual tive direito a 6 sessões gratuitas, as quais foram fantásticas para eu colocar as coisas no lugar, aprendendo a me respeitar e a me valorizar como pessoa, dotada de talentos, qualidades e também defeitos, aprendendo a me amar como sou, bem como a mudar o que é necessário. O engraçado foi que as suas sessões me fizeram refletir sobre o meu comportamento para com Deus, uma vez que ele sempre me dizia coisas que eu esperava das pessoas, mas era o mesmo que eu estava fazendo com Deus.
Bem, com isso, fui me acalmando, mas ainda tinham as minhas dívidas, que não são poucas. Bem, algumas não têm jeito e vou ter de continuar pagando como o tenho feito até aqui.
Aí procurei novamente o programa EAP, da Dow, e pedi um aconselhamento financeiro e com isso, percebi que, para pagar as minhas dívidas e ainda conseguir guardar um dinheiro, precisaria fazer alguns cortes na minha despesa. E foi aí que entrou a Fernanda, uma amiga pára muito querida, que entrou em contato com uma amiga, Marina, que pegou um telefones pra que eu ligasse. Bem, no primeiro contato, me interessei pelo lugar, uma república de meninas que estudam no UNASP Campus I. Despesa: R$300, metade do que gasto atualmente. Ainda consegui um caminhão baú para fazer a minha mudança e terei busão pertinho. Só o tempo pra vir pro serviço que será alterado, mas isso a gente acostuma e se "adapita"...rs
A dívida no banco eu consegui renegociar e vou pagar metade do que pagaria agora, podendo assim, pagar mais de uma parcela e acabar logo com a dívida, bem como ainda ter dinheiro em caixa, o que é fantástico..
Queridos, a cada dia percebo que Deus sempre soube, sabe e saberá o que é melhor para nós. As maneiras em que ele trabalha são significativamente diferentes das nossas e nunca conseguiremos compreender quando as coisas não ocorrem quando e como queremos. Entretanto, quando vemos lá na frente, vemos o quante Deus nos ama e se pudéssmos olhar lá na frente, faríamos da mesma forma e no momento exato.
Tem uma música que diz o seguinte:
“Por maior que seja o seu sonho, o sonho de Deus é maior. Ele sabe o que você pede, mas o que Ele quer dar é melhor. Você hoje não pode entender, pois só pede o que cabe em suas mãos. Infinitos são os sonhos de Deus pra você”. Clique aqui para ver a música completa.

Tenha um ótimo dia!!!

Dia 11 de outubro - DIA DO DEFICIENTE FÍSICO

Deficiente
"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde portrás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois "Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre."

VIVA NÓIS

Notícias sobre o findi em São José dos Campos

Bom dia, queridos,

Decidi compartilhar com vcs o que aconteceu neste último findi, quando fui a São José dos Campos. Bem, na semana passada, eu estava super preocupada quanto ao programa, pois duas semanas antes, convidei um amigo para tocar pra mim durante todo o programa. Iríamos no sábado de manhã com o seu carro. Montei um repertório diferente, para o qual eu não teria a maioria dos playbacks.
Até a semana anterior, minto, até a quarta, três dias antes do evento, precisamente às 19h40 estava tudo certinho para o grande momento na IASD Central de SJC. No horário citado acima, o Isaías me ligou, dizendo que não poderia ir comigo, pois surgira muito trabalho no estúdio, além de que o carro dele tinha quebrado.
Estou começando a me preparar psicologicamente para pelo menos dois problemões semanais, confesso que na hora, lágrimas rolaram, pois achei que tudo tinha ido pro saco. Mais do que depressa, entrei em contato com a diretora JA, Cristina, a fim de comunicar o ocorrido e tentar resolver o problema de alguma forma.
Entrei em contato com a empresa de taxi adaptado, pois pensei que pudesse ir no sábado de manhã, ser buscada e deixada na porta. Mas ficaria em 250 doloridos reais e mesmo sendo pago pela igreja, mas para uma criança pobre, precisando de grana, doeria até em mim.
Com isso, liguei pra Cassia, minha bamiga, perguntando a ela se ela iria comigo na sexta. Ela disse que sim e liguei pra Cris de novo, informando-a da minha decião. Saí da Dow por volta de 14h e faltava o dinheiro do bus pra SJC. Mas peguei do Senhor emprestado... Consegui passaggem só para às 19h45 e com o trânsito liiiindo em São Paulo, a previsao de chegar 21h15 foi pro brejo e baixamos lá mais de 22h.
A Cris esperou pela gente e nos levou à casa da Cidalina, que conheço desde criança, para podermos dormir. Acordamos 6 e meia da madruga, pois o primeiro culto começa 8h. Cantei no 1º culto, na escola sabatina e depois no 2º culto e fui na casa da assim chamada Tia Cida pelos desbravadores dali.
O programa JA foi o melhor de todos os que fiz até aqui. Foi mais resumido, mais divertido, enfim, bem mais espiritual também. A igreja deu o dinheiro da ida e da vinda para reembolso, vendi todos os 9 CD's que eu tinha disponíveis.
Ao final do programa, me pediram pra ir no domingo a uma clínica de reabilitação de dependentes químicos e topamos. Foi uma bênção. Certamente, se eu tivesse ido com o Isaías, nunca poderia ter a experiência adquirida ali na clínica, ao ver a esperança daqueles dependentes em se livrar do vício, uma esperança fundamentada em Jesus.
Fiquei super comovida com o fim de semana e, ainda que cansativo, pois dormimos menos do que o corpo pedia, além de que levei a cadeira motorizada, que teve de ser desmontada umas "trocentas" vezes, detonando a coluna da Cassia, tadinha.
Mesmo todos os desafios foram compensados e mais uma vez o nome de Jesus foi honrado!

Quando tudo falha...

É tão bom quando tudo vai bem na vida. Mas sabe quando tudo começa a desmoronar,decepções com pessoas, no trabalho, contas que viram verdadeira bola de neve... Enfim, aspectos que fazem vc querer se jogar da ponte...rs Bem, é algo que uma pessoa em sã consciencia não faria, mas que dá vontade, ah se dá...
Hoje, meu dia começou bem estranho. Sou adventista e a igreja fica do outro lado da rua. Mas hoje não quis ir ali. Fui à igreja de Moema, onde fiz aquele programa que divulguei meses atrás. Parece que tudo estava programado para que lá fosse eu e fui pronta para ir ao Café Athenas depois, encontrar minhas amigas tricoteiras. Elas são o máximo!
Na igreja, o sermão foi pra mim. Ele falou sobre que não devemos perder a fé ou retrocedermos agora, pois avançamos demais e não dá pra voltar atrás mais. Que a nossa confiança em Deus terá recompensa; assim, ele terminou o sermão com o clipe do Arautos do Rei, Só um pouco mais. Clique aqui para assistir ao clipe e tentar sentir o que eu senti.
Depois fui lá na rua Augusta, no café que falei acima e quando saí de casa, tive o insight de levar alguns dos meus cds, a fim de tentar ganhar um extra. No fim do encontro, consegui vender 6 cds.
Lições quanto aos problemas:
  1. Este não é o primeiro e não será o último. Portanto, não compensa se descabelar.
  2. Olhe pra trás e veja quão tolo(a) vc foi e o problema se foi... se conseguir se lembrar dos gritos dados a pessoas que não tinham a ver com seu problema, as decisões precipitadas que vc tomou, pois pensou subitamente que seria a melhor escolha, mas não foi... a lista é enorme. Mas tentando olhar o passado, vc rirá dos problemas.
  3. Confie em Deus. Só Ele conhece seus problemas, por maiores que sejam. Ele te criou, te conhecendo desde quando era um óvulo/espermatozóide que virou um zigoto, que foi se transformando, transformando... Ele conhece o que vai no íntimo do seu coração e quer, mais que qualquer coisa, que vc entregue seus problemas a Ele, que pode solucioná-los num piscar de olhos. Imagina o amor que Ele tem por vc, a ponto de fazer vc perder o avião, que mais tarde, colidiu com a montanha, que cuida dos mínimos detalhes da sua vida, detalhes que só parando pra analisar a perfeição com que foram cuidados. Sabe aquela pessoa que estava no lugar exato, na hora exata e que disse a vc as palavras que precisava ouvir naquele momento, ou quando se sentiu sozinho e de repente, ao ligar o radio, começa a ouvir aquela música que fala algo só pra vc. Vc olha ao redor, a fim de ver se alguém o vê, mas é só vc e o radio que ali estão.
  4. Chore, se necessário. Há momentos em que a dor é tanta, que vc não consegue pronunciar uma palavra, cantar, sorrir. Me senti assim hoje, viu e me desidratei...rs Entretanto, foi a melhor coisa que fiz, juntamente com a busca constante ao Senhor. Chore e deixe sair toda a lágrima que puder liberar. Depois, pode ser que sinta a cabeça um pouco pesada, o corpo mole, mas com certeza, a calma virá ao seu coração e poderá refletir novamente, na busca de uma solução.
Bem, querido(a), é assim que meu dia está terminando: em paz. Por mais que os problemas possam me perturbar, a confiança em Deus é maior, ante as Suas promessas de que estaria comigo.
Grande beijo e tenha uma feliz semana!!!

Programa Especial - 03/10 - São José dos Campos

Gente, acho que lembram do programa que anunciei há em abril, o qual fiz na Igreja Adventista de Moema. Bem, lá contei minha história, cantei... enfim, foi um programa muito bom, tirando o fato de que poderia ter mais público. Estávamos na véspera de feriado. Mas beleza.
Dia 03 de outubro, sábado, farei outro programa. Desta vez, em São José dos Campos. Estarei cantanto em toda a programação do dia e no programa jovem, por volta de 17h, será o momento em que contarei a minha história e cantarei mais músicas.
Você está convidado, se você morar próximo.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia fica na Avenida Tenente Névio Baracho, 238. Como chegar, indo de São Paulo:
Depois de passarem por Jacarei pela Dutra, quando estiverem chegando em São José dos Campos, irão ver uma placa indicando uma saída para o Litoral. Tomando essa saída, vocês irão andar pela marginal da Dutra. Um pouco adiante, uma nova saída indicando Litoral novamente. Tomando essa saída, sigam até o primeiro semáforo. No semáforo, virem à esquerda e vão até o final dessa avenida (essa avenida se chama Av. Dr. Nelson D'avila, depois ela muda o nome para XV de Novembro, mas é a mesma avenida). No final da avenida existe uma pracinha (se não me engano, ela se chama Praça Padre João, onde se encontra a igreja matrix). Passando pelo sinal que existe em frente à praça, a rua se divide em três: uma à direita, outra à esquerda e a do meio. Indo pela do meio, vocês estarão na Avenida da Igreja Central (Av. Tenente Névio Baracho, 238).

Enfim, um sinal de vida

Meus caros, como estão? Estou ótima, embora a minha vida tenha sido um tanto complicada nos últimos meses, o que de certa forma, justifica minha ausência no blog.

Prometi fazer a continuação das quedas fenomenais que sofri, mas acho que vou ter de postergar só mais um pouco.

Hoje gostaria de compartilhar algo diferente, porém muito importante pra mim. Em minha jornada de um ano vivendo como moça de cidade grande, capitar, conheci muitas coisas e não está fácil a vida, uma vez que foi um 180º.

Saí de casa, do conforto de mamãe, conforto, porque não há preocupação com comida, casa, energia, telefone. Meu! Quem mora com os pais não sabe o céu em que vive. Pode ser que o pai/mãe pega no pé por causa de um monte de coisa. Ao sair de casa, vc faz o seu estilo, vai aonde quer, come o que quer ou não come, dorme e acorda a hora em que deseja, deixa a louça na pia por dias (falo dos que odeiam lavar louça), sabendo que ninguém vai implicar...

Mas nem sempre as coisas são como queremos. No fim do mês, surgem contas que, se não deixar de comprar aquele McLanche Feliz da semana, não vai conseguir pagar. Numa cidade como São Paulo, é tudo tão caro: aluguel, condomínio, energia, IPTU (por falar em IPTU, esqueci de pagar =D), conta de telefone, conta disso, conta daquilo...

Pobre quer comprar um imóvel, sair do aluguel e confesso que, caso eu compre o apezinho da CDHU como estou negociando por estes dias, só de imaginar que posso comprar duas casas boas no interior... mas é no interior :S

Entretanto, confesso que minha permanência aqui em São Paulo é um milagre. Estar em um apartamento alugado, sem contrato assinado, apenas com o compromisso verbal, que tenho honrado mês a mês.

Os altos e baixos são constantes, mas ainda que que continue, as forças se renovam a cada dia/

Bjks

As quedas fenomenais - Parte I

Cada cadeirante tem quedas que ficam pra história. Coleciono em meu rol memorístico 8 fraturas, fora os dentes.
Setembro de 2002.
Antes de entrar na faculdade, me inscrevi para um projeto chamado "Sonhando Alto". É um projeto da Igreja Adventista para auxiliar jovens a realizarem o sonho de fazer uma faculdade. Neste projeto, trabalhamos com livros de saúde, onde vendemos de casa em casa, em comércio, órgãos públicos, empresas, igrejas, etc.
No terceiro dia de trabalho, fui fazer uma visita, a pedido de uma senhora que encontrei no supermercado, para que conversasse com sua filha, que estava com depressão profunda, basicamente dopada por remédios faixa preta. Ao chegar lá, era um prédio de 3 andares, sem elevador, é claro. De tanto a criatura insitir, minha companheira pegou atrás e a senhora na frente rumo ao primeiro lance de escadas acima. Primeiro, segundo, terce.... nem vi. Senti um peso em cima de mim, ao colocar minha mão na cabeça, estava sangrando. Lembra da filha da senhora, de quem falei acima não é. Bem, a senhora foi chamá-la para que me levasse ao Hospital de Base. A criatura, dopada, dirigindo e eu ali com ela... seria aquele momento o adeus ao mundo cruel???
Graças a Deus, não. Chegamos ao hospital, foram acionando os enfermeiros, que me puseram na maca, colocaram o colar cervical, o qual me machucava muito muito. Depois de uma meia hora aguardando ser atendida, eu chamei um residente (nunca façam isso) e lhe pedi para tirar aquele colar, pois estava pegando no corte e machucando muito. Ele, todo paciente, me disse o seguinte: "Minha senhora (senhora era a mãe dele), eu não posso tirar o colar, porque a senhora caiu da escada e, caso haja alguma coisa grave, pode ser que a senhora fique sem poder andar". "Mas eu não ando, doutor!!!" falei em alto e bom som. Sem ele entender, eu expliquei que sofria de uma doença degenerativa e estava há alguns anos na cadeira. Mas por medo, ele não tirou o dito, me fazendo esperar quase uma hora com aquele negócio me machucando. Só depois, que consegui que tirassem o colar, mas tiraram também uns 4cm² de cabelo para poderem suturar. Fui pra casa da campanha (do projeto) e dois dias depois voltei a visitar as casas para vender os livros.

Mas este período prometia...
Um mês depois, estava eu, linda e loira, voltando de um passeio na casa da minha tia. Estava sozinha e peguei o bus que já conhecia pelo linha e pelo motora e o cobrador. Só que ao entrar no bus, vi que o cobrador era outro, mas tudo bem. Ao chegar no terminal às 14h, o cobrador acionou o elevador e quando este estava pronto, comecei a posicionar a cadeira. O bus era dos antigos e tente imaginar a velocidade com que o elevador descia; bem, aquilo despencava.
Voltando a mim, pois é, estava eu me posicionando no elevador e a "inteligência" do cobrador acionou o botão pra descer e aquilo desceu uns 30cm, o suficiente para me lançar de testa no chão. Na minha discreção, eu gritava mais que mulher dando a luz... eu sou muito escandalosa ao cair, como podem observar.
Não aconteceu nada grave, apenas um corte na testa e meus óculos amassados. O mais engraçado é que, enquanto eu estou em uma situação de tensão causada por uma queda, eu começo a falar besteiras e as pessoas ao meu redor riem... isso me acalma. Pela primeira vez, utilizei o Resgate e não pude deixar de tirar uma com o bombeiro, quando eu, de alguma forma, comemorava minha estréia numa ambulância do Restate. Ele balançava a cabeça, rindo, sem acreditar no que ouvia...rs
Esta queda resultou no convite do diretor regional do projeto para que eu voltasse pra casa e esperasse o dia do vestibular quietinha na minha casa. Segundo ele, a próxima queda poderia dar-lhe prejuízo...rss

PRÓXIMA POSTAGEM: Ano de 2003. Não perca!!!

"POGRAMA" ESPECIAL - estrelando: Milene

Gentem, eu farei uma programação especial dia 18 de abril, às 17h na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Moema. Ali contarei a minha história, intercalando-a com músicas interpretadas por mim.
Você que tiver a curiosidade em me assistir pessoalmente, será um prazer recebê-lo na Av. Chibarás, 185 - Moema - São Paulo - SP.
Caso more longe e não tem condições de assistir, não se preocupe, pois você também poderá assistir ao vivo pela internet no site http://www.iasdmoema.org.br/tvmoema/index_aovivo.php

Não esqueça, dia 18 de abril, às 17h.

Óia a chamada do pograma. Eu que fez... :D

Conhecendo um pouco da Mi

A razão pela qual me encontro numa cadeira não é por lesão medular, se bem que, com o passar do tempo, a mente sofreu algumas lesões... rss, mas é em virtude de uma doença chamada Atrofia Muscular Espinhal (AME) Tipo III, ou a antiga Amiotrofia Espinhal Progressiva.
Em minha infância, fui uma criança extremamente arteira, levando surra toda sexta-feira. Olha, se eu fosse enumerar minhas artes, precisaria catalogar por semana...rs
Andava, corria (mesmo que perdesse a corrida sempre), pulava corda, elástico, andava de bicicleta, brincava de "Xou da Xuxa", onde eu era a Xuxa (craro), subia em árvores, via desenho a manhã toda enfim, uma criança normal.
Quando estava no segundo ano, o professor de Educação Física notou minha dificuldade em realizar os exercícios físicos, recomendando mamãe a procurar um médico. A partir daí começou minha segunda vida. De um médico para outro, fui submetida a exames horríveis que não diagnosticavam qualquer anomalia.
A doença foi diagnosticada aqui em Sampa quando eu tinha dez anos e o médico, por acompanhar alguns casos de AME, com base nestes, alertou mamãe a respeito das consequências da doença:
- perda progressiva da força muscular;
- parada progressiva da capacidade de andar, o que inclui subir degraus, rampas, depois dificulta andar sem apoio...
- quedas sem serem provocadas;
- a ida pra cadeira de rodas;
- a incapacidade de permanecer sentada, devido à grande fraqueza muscular,
- a ida pra cama e, consequentemente, a perda dos movimentos dos braços, seguida da perda da voz
- parada cárdiorrespiratória e por fim, a morte.
Como sempre digo que vaso ruim não quebra, embora consiga alguns rachos fenomenais, o que aconteceu comigo foi apenas até a metade, quando aos doze anos, parei de andar e mais nada progrediu, além de uma escoliose básica.
Abaixo está um video que gravei na IASD Brooklin e a voz que era pra eu ter perdido está sendo utilizada... dê uma olhada:

Tudo o que sou hoje devo a Deus. Não tenho dúvidas do quanto sou amada e vc poderá mais tarde ler sobre as minhas quedas fantásticas. Não vou contar agora, pra não perder a graça.

Bjks

Reatech 2009

Uma das minhas maiores vontades era conhecer a tão famosa Reatech. O que tinha de informação a respeito da mesma era que tinha o lançamento de artigos tecnológicos referentes aos diversos tipos de deficiência. Ao chegar no evento, vi que este era muito mais que isso.
Nunca vi tanto aleijadinho junto num só lugar. Fiquei impressionadíssima com tantos gatos por ali... ai ai ai É claro que aproveitei para olhar, contemplar, ... chega por aí. Fui observada, paquerada, o que eleva ao ápice o ego. Como é bom passar em algum lugar e perceber que não estão olhando a sua cadeira motorizada fashion, mas a gostosa em cima dela (ao menos amor próprio é importante) ;)

As Descobertas...
Uma coisa impressionante que pude ver foi sapatos para pés inchados! Resumindo, sapatos para aliejados. Quando um aleijadinho teria a felicidade de calçar sapatos, sandálias, tênis, etc. do tamanho do seu pé? É um suplício chegar numa loja de sapatos, ter a consciência que seu pé é do número 33, 34 (pé de Cinderela viu) e ter de comprar 35, 36, em alguns casos 37, por causa da bendita forma do negócio.
Mas quase chorei de emoção ao descobrir que agora tenho a chance de conhecer alguém preocupado com nosso bem-estar e criou produtos personalizados. E lhe digo uma coisa: o preço não vai além dos sapatos normais, ainda que sejam enviados à sua casa por meio de SEDEX. Eu não sou muito de fazer merchan, mas esse pessoal merece, por compreender o sofrimento dos pobres cadeirantes... me emocionei.
Ah, eles fazem roupas também. Calças, camisas, tudo com ziper. Gostei hein. A Carol me atendeu super bem e ela também é deficiente.
http://www.demaiseficiente.com.br/ Entrem e deem uma olhada.

Os cães-guia me deixaram boquiaberta. A inteligência desses animais tão fofos e a confiança que os cegos lhes depositaram é tanta, que me emocionei. É, cada um com o seu pobrema... O mais fantástico é a forma como eles conduzem os cegos. No estande da prefeitura pude conhecer como os cães se comportam e vou tentar resumir:
Eles usam uma espécie de colete com identificação de cão-guia, mais dois meios de segurar o cachoro: uma espécie de alça rígida (no formato retangular), que proporciona ao cego maior sensibilidade geográfica (poderia chamar assim) e uma outra corda. Enquanto usa este colete, o cão tem o senso da responsabilidade a ele confiada: o de olhos. Portanto, depois que ele sobe ou desce um degrau, ele espera até o cego subí-lo e descê-lo também. Caso ele se depare com uma fresta, por onde ele sabe que só ele pode passar, ele para, bloqueia a passagem do conduzido e muda a direção, procurando um outro caminho mais seguro. Pessoas, paredes, obstáculos, tudo o que pode ser perigoso ao cego, provoca no cão a ação de se colocar na frente do cego, impedindo que ele continue e se esborrache em algo. Olha, muito bom o trabalho de adrestramento dos cães.

A tecnologia não deixou de dar as caras.
- é banco do carro que vira cadeira de rodas
- é cadeira pra tetra controlada por assopro (foi o que vi),
- é casa da CDHU toda planejada para o aleijado. Pia, tanque, tomadas, vaso, banco fixo pra banho, etc.

Artesanatos, clínicas de tratamentos, instituições de vários lugares, lojas de cadeiras de rodas, empresas cadastrando aleijados para futuras contratações... Instituições exibindo seus jogadores de basquete, futsal e outros jogos, além de outras coisas que nem me lembro.

A companhia...
Algo não tanto comum ocorreu. Eu queria um encontro de amigos e a Cássia, minha bamiga (babá+amiga)iria, mais o Wi, meu ex. A Cassia não quis ir na hora. Imagine a cena: dois meses e meio que não estão mais namorando, o clima meio que ainda desconfortável, mas eu estava decidida a prosseguir no passeio, quisesse ele vir comigo ou não.
Creio que mil e uma coisas passaram em sua mente, coisas do tipo: por que ela me chamou pra ir junto? (isso ele chegou a perguntar). Mas meu objetivo não tinha segundas ou terceiras intensões, embora a tentação bateu à porta muitas vezes.

Na feira ele pode ver centenas de casais, onde "normais" estavam com cadeirantes, surdos, cegos, e estes eram carinhosos uns para com os outros, circulando pela feira de mãos dadas. Cenas lindíssimas. E os solteiros não perderam tempo nem oportunidade para contemplar as belezas ali exibidas (me incluo nessa de observar... e ser observada rss) e acredito que muitos fizeram mais do que isso.

Os riscos de sair com o ex
Embora eu ache que judiei um bocado do Wi, ele pareceu gostar do evento, mesmo não gostando de muita gente só num local. Como a Cássia e eu fomos embora de taxi no sábado, com o dilúvio caindo no domingo, não tive escolha de ir novamente.
Por causa de um problema de comunicação, acabamos não pegando o taxi no próprio evento, mas fomos para o Terminal Jabaquara. Ali, liguei para o taxi acessível e fomos para o ponto aguardá-lo.

Prim-prim
Agora aleijadinho também tem taxi excrusivo na cidade de Sampa. Seus pobremas se terminaram-se!
TAXI ACESSÍVEL
http://www.taxiacessivel.com.br/ ou pelo telefone: (11) 3229-7688 O pessoal é uma graça e foram treinados para cuidar bem da gente.

Estava chuviscandinho; aí você junta a noite, a chuva, o clima fresco, os olhares trocados... imagine no que resultou. Bem, só não viaja na maionese, viu...rs

Primeira postagem

É interessante como somos. Bem, nunca imaginei abrindo um blog, contando 'causos' da vida, que pra mim e pra maioria dos leitores, é algo comum. Entretanto, pra outros pode ser uma forma de conhecer a vida de seres que, embora diferentes ao olhar, são dotados de um senso de humor indescritível, de dons que nem eles, 'andantes', possuem.
Espero poder me dedicar ao blog, compartilhando experiências, conquistas, entre outros tópicos.
Seja muito benvindo ao meu, ou melhor, ao nosso blog.